quinta-feira, 24 de novembro de 2011

A Democracia Representativa Tolhida pelo Polvo!

 As massas só começarão a ganhar consciência quando se virem com as casas executadas pela Banca agiota! Quando estafarem o dinheiro nas prendas de Natal com o cartão de crédito associado ao Crédito! Quando o dinheiro não chegar para o passe dos filhos para ir para a Escola. Quando as Empresas em que trabalham falirem e se virem sem possibilidade de recorrer ao RSI ou ao Subsídio de Desemprego! A apatia e a omissão será o vosso bilhete de não retorno!

Abram os olhos! Informem-se! Lutem contra a "curruptocracia" do Avental, do silício, da trilateral e Bilderberg (Pinto Balsemão Membro Permanente do Secretariado)! Andam por todo o lado! Governo (Miguel Relvas,Feliciano Barreiras Duarte e Marco António Costa), Secretárias de Estado, Assessores, "Oposição" (Carlos Zorrinho, José Lello, Rui Pereira (ex-Mai) etc), Camaras Municipais ( Carlos Carreiras CM Cascais, CMO Isaltino Morais), IPSS, ONG e ONGD (Fernando Nobre etc e tal), C.E ( Barroso parido de uma reunião do Bilderberg Group), P.E, BCE ( Draghi), FMI , B.M, Organismos da ONU! Grupos de Media- Nuno Vasconcelos Ongoing (Loja Mozart a mesma do Silva Carvalho das Secretas, coincidência hein!), Jorge de Sá (Loja Universalis) Aximage, Balsemão acima referido Edimpresa...

Não é teoria da conspiração! São factos meus caros! Factos!

Mais virá...paulatinamente! Que esta trama dá pano para mangas!

segunda-feira, 21 de novembro de 2011

A Fiscalização dos Assuntos da Res publica. Exórdio aos Parlamentares da Oposição DemoKratia

Boa tarde,

gostaria de receber da parte de V. Exas. Parlamentares da Oposição uma posição estruturada sobre o papel que vos assiste ao Abrigo do Texto abaixo transcrito.

"os Deputados podem dirigir-se ao Governo e à Administração Pública, estando estes obrigados, por lei, a responder no prazo de trinta dias. Seja colocando perguntas directas ou solicitando esclarecimentos sobre as mais variadas questões, como, por exemplo, em que fase se encontra determinada obra, ou o respectivo concurso, a que entidade pública ou privada foi adjudicada a construção de um hospital, ou de uma escola, ou de qualquer outro equipamento social, os Deputados têm o direito de obter dos órgãos de qualquer entidade pública quaisquer elementos, informações e publicações oficiais que considerem úteis para o exercício do seu mandato. De fora, ficam os actos do Governo ou da Administração Pública referentes a matérias abrangidas pelo segredo de Estado"

Queiram por favor vossas Exa.s elucidar-me a respeito da vossa zelosa actuação sobre o desbaratar da Segurança Social. Sobre as benesses que os assiste estando na vossa posição, não no que às remunerações diz respeito, mas sim sobre o blindado regime de imunidade (impunidade) que vos assiste.

A Democracia representativa apresenta sinais notórios de desgaste e clara incapacidade no que diz respeito aos princípios da proporcional representatividade dos eleitores. O que me dizem vossas Exas. a respeito do aumento colossal da abstenção? Que tratamento deverá ter a mesma seguindo o ilustre Método de Hondt? Seria pertinente os votos em branco e nulos serem expressos sob a figura de cadeiras sem assento?

Fico a aguardar resposta"

quarta-feira, 16 de novembro de 2011

Comunicação que enviei para todos os orgãos de Soberania


Nome: Marco José Valente Mendes, eleitor n.º 19506, BI 12516415,NIF 227784073, NSS-12027195157

Mensagem: Muito bom dia ou boa tarde, indo de acordo com a data da leitura deste humilde texto,

o meu nome é Marco Mendes, residente na cidade de Lisboa, Licenciado, Pós-graduado e Mestre em Segurança e Informações, com média de 16 valores, no ISCSP-UTL, ensino público de qualidade que deve ser preservado e estimulado. Tenho 27 anos e uma carreira profissional polifacetada, permitindo-me, tanto a experiência profissional com a académica, a obtenção de uma consciência abrangente dos problemas que, em primeira linha afligem o nosso país, que, numa segunda linha afectam os equilíbrios da nossa Sociedade Internacional.

Queria desde já alertar para as situações de extrema carência e debilidade económico-financeira de muitas das pessoas que permanecem na vigília. Há semelhança de muitos de vós que foram empossados como Deputados da República e fiéis depositários da Legitimidade Democrática, que pelo povo vos fui consignada, têm em casa filhos, filhas, familiares mais próximos por quem dão o máximo para lhes aprouverem uma alimentação digna, ensino de qualidade, condições de habitabilidade dignas, lazer entre outros bens tidos como essenciais para a nossa inserção no espaço da cidadania lusa. Pois é, agora se levanta a questão vos quero mostrar: muitas dessas pessoas saem de casa, percorrem quilómetros com tostões no Bolso, para quê? Para que a sua boca seja alimentada da bonomia comunitária que circunda a área da Assembleia, conseguindo desta maneira não tirar da boca dos seus filhos. Também sei, igualmente, que muitas das pessoas que lá comparecem e permanecem trazem agendas de um "esquerdismo requentado", revolucionário e propiciador da desobediência civil e da desordem colectiva que abomino e desprezo. Porque sei que não trarão nada de saudável ao nosso Amado Pais.

Deixo à vossa consideração um conjunto de reflexões que me habitam desde há 5 anos para cá:

1-    Apontamento:

Caros e caras amigos e amigas,

porque é que não consigo dormir todos os dias tranquilo? Vou passar a explicar:
1- Choca-me ver senhores que saíram do sector do Estado para acabarem numa carreira bem recheada de € e regalias;
2- Choca-me ver pessoas a sair para a rua para conseguirem comer, sim porque muito do que não se diz é que há fome em muitas casas pelo País fora. Onde conseguem esses pais e mães alimento? Eu digo da boa vontade daquelas pessoas que estão acampadas em São Bento e dos comerciantes que têm dado um apoio digníssimo de registo;
3- Não consigo dormir descansado por saber que há pessoas que passam impunes usando e abusando dos nossos impostos;
4- Não consigo dormir descansado por saber que muitos daqueles que asessoram Ministros, Secretários de Estado, Comissões Parlamentares lá chegam por serem afilhados, amigos, filhos e outras coisas tais;
5- Não consigo dormir descansado porque saio da minha casa e cada vez mais vejo pessoas de mão estendida a pedir comida;
6- Não consigo dormir descansado porque são sempre os sectores da Economia Social que mais são atingidos por estes cortes brutais;
7- Não durmo descansado porque as classes políticas nacionais e internacionais andam agremiados em Grupos cuja finalidade é manietar a condução dos assuntos da Política Internacional;"

Dia 18.10.2011

Há algumas repetições, mas essas são propositados para fazer salientar aos estimados receptores do email o que se passa nas ruas da nossa Capital, cidade onde estão sitos os principais Centros de Decisão Governamentais e das Empresas Privadas Nacionais e Internacionais.

2-  Preocupações com o Sistema Político e Judicial pautado por um comportamento questionável perante todos os eleitores:

Há apontamentos no Discurso do Professor Vítor Gaspar que me deixam incrédulo! A derrapagem orçamental, nos primeiros 8 meses de execução orçamental, é de 400milhões de Euros: Buraco da Madeira, BPN e SEE! Então o Ministro diga-nos porque é que não há um apuramento de responsabilidades! Sabemos bem quem dirige a Madeira há 36anos! Sabemos quem esteve à frente do BPN e de que maneira enriqueceu! Tal como sabemos que o supremo Magistrado da Nação, sim o Sr. Aníbal Cavaco Silva viu tudo isto acontecer, deixando amigos orientarem-se impávido e sereno e ainda vem com discursos de apelo à "austeridade digna"! A mim o que me indigna é as culpas morrerem solteiras e quem nos Governa assobiar para o lado sem mostrar vontade de responsabilizar. Os responsáveis pelo Sector Empresarial do Estado que todos sabemos quem são por obrigatoriedade da divulgação dos salários dos mesmos devem começar a ver o seu trabalho escrutinado, a má gestão punida e os dinheiros indevida ou abusadamente utilizados devolvidos sob a forma de confiscação de património mobiliário ou imobiliário desses "indivisus"

2.1- Magistrados e responsáveis pela Judiciária a encobrirem políticos e seus "middle mans". A lógica do sacrifício do cordeiro para exorcizar os males já não chega! É para inglês ver!!!Quem fiscaliza os Departamentos de Investigação e Acção Penal? O Ministério Público???? Temos que pugnar por Justiça igual para todos; a Justiça para os Poderosos vs a Justiça dos Fracos é própria de um País de 3.º Mundo. Não quero isso para o meu País!

2.2- Soluções porque só crítica e bota abaixo não nos leva a lado nenhum!

Se elegemos os nossos Governantes e o nosso P.R por sufrágio directo e universal, permitam-me adiantar uma ideia: eleição directa do PGR, do PSTJ e do Tribunal de Contas, afinal de contas que lógica tem estes senhores serem nomeados ou paridos de uma qualquer selecção e escrutínio dos nossos parlamentares?! Mal fazem o seu trabalho na Assembleia!? Assim, não só atribuímos maior responsabilidade para os eleitores como permitimos aos eleitos terem uma fita do tempo digna para fazer o seu trabalho de fiscalização e suporte a actividade judicial e política.

O problema que enfrentamos é de todos e causado pela maioria dos Portugueses:

Todos nós deviamos olhar para dentro e ver o quanto contribuíram para o Estado de ruína em que está o País. Muitos deles foram, são e continuarão a ser parte do problema. Seja os que representam a equação do poder dominante, quer aqueles que estão sentados nessa cadeira, com régio salário, bocejando, coçando .... enfim. O dinheiro e o subsídio de deslocação...e choram porque estão longe. Deviam viver com o salário da grande maioria da população 900€. E pagar a rendinha da casa, a comida, a escola dos filhos! Ai sim viamos amor à causa pública! Não quero que os meus deputados sejam pessoas com agendas escondidas, representantes de interesses velados e projectos de enriquecimento fora da Assembleia. Quero políticos profissionais, mas public servants em permanência e com conhecimento das agendas, das políticas com profundidade e com capacidade de apoiar os governos do agora com insights de porvir.

Mais uma reflexão sequencial:

A questão é que temos que ter foco! O Problema mor não é o Capitalismo ou Liberalismo enquanto sistema de Ideias! O Socialismo, a Social-Democracia ou a Democracia Cristã! O problema são os actores que lhe dão corpo, os executantes dos seus princípios norteadores. Ai reside o ónus do problema e é ai que devemos atacar. A justiça tem que funcionar. A impunidade dos Agentes Políticos tem que acabar. O Clientelismo Partidário mata a Democracia. Os políticos ajoelhados e germinados com Maçonarias, Opus Dei, Banca Nacional e Internacional não resolvem o problema, antes o aumentam. Chega de má política para o amigo do amigo. Para o contratozinho e para a obrinha do amigo que trabalha no Empreiteiro XPTO. A res publica é a coisa que é do povo. É o quid que sai do esforço contributivo dos cidadãos. A questão é que neste jogo nós somos os accionistas do Estado(impostos), e os políticos e seus amigos fogem com os dividendos.


 O nosso País vale mais que qualquer partido, que qualquer tendência ou alinhamento! O que está em causa é o futuro do nosso País enquanto Nação Soberana! Os nossos filhos, os filhos de Portugal merecem todo o meu empenhamento e suor! O que me move é o Amor a Portugal!!!

Se perguntarem o que me move responderei: Moralização da Política! A revitalização da paupérrima Sociedade Civil portuguesa! O dever de fazer nascer nos Portugueses um real interesse pelos assuntos que são responsáveis pela definição do Preço do Pão que colocamos na mesa. Uma preocupação pelo futuro da minha geração e dos filhos que alguns tem e outros ambicionam ter. Por uma sociedade portuguesa mais simétrica, mais justa e menos desigual nos rendimentos. Por uma Justiça capaz de julgar aqueles que vilmente se servem dos nossos impostos. O Estado somos todos Nós! Portanto vamos para a Rua mostrar que temos uma face, uma vontade, um devir!


Termino com um Poema da minha autoria que mais não é que a súmula de todo o que escrevi anteriormente.

Direito à Indignação assiste-nos,
Somos um povo milenar com conquistas ímpares,
Juntemos as mãos, caminhemos pela estrada do futuro
Com esperança e crença que governarão os melhores.

Tomemos o Leviathan pelos braços, transforme-se o Monstro,
Num berço de igualdade e fraternidade para os mais necessitados,
Galguemos a impunidade de políticos, construtores de sonhos e megalomanias.
Gritemos juntos Basta e vamos tomar as rédeas de um País que queremos sem vilanias.

Jovens, idosos, crianças, mães, avós.
Respondam à exortação e saiam para a Rua.
Caminhemos para os locais onde se discute o preço do Pão que queremos nas nossas mesas.
Caminhemos com segurança e convicção por um Bem maior. Somos a Geração.
A Geração da Criação, do Génio, da vontade de saber, de conhecer...
Não se desista de Portugal! Honremos D.Afonso, D.Manuel e Sá Carneiro

Os meus sinceros e cordiais cumprimentos a todos os visados.

P.S- Amo o meu País e esse amor é avesso a todas as lógicas vigentes que nos levaram ao actual estado de desespero e asfixia democrática,financeira, económica, social...

Por um País Melhor Sempre!

Marco Mendes

segunda-feira, 14 de novembro de 2011

A "pobreza" do sistema político Institucionalizado e "aceite"


O primordial problema meus Senhores é o seguinte: Bloco Central. Bloco Central Governativo; Bloco Central de Interesses; Bloco Central de Corporativismos e Sindicatos; Bloco Central de Mesquinhos Politiqueiros da Direita à Esquerda; Bloco Central das Juventudes Partidárias do Tacho e da Facilidade! Esta Classe Política Cheira a Bafio! Tresandam a Corrupção, Clientelismo, Saco Azul e pouca vergonha na Gestão do erário Público. Classe Política hermética e fortemente excludente! Jovens das Jotas sem capacidade de pensar fora da caixa, completamente lavados cerebralmente pelas suas lideranças já encarreiradas! Mais poderia dizer, mas fico-me por esta: O Problema está na Elite Política, muito para além do que os mesmos querem fazer transparecer que somos todos um bando de gastadores desorientados! Uma ressalva: O Povo Português construí as suas aspirações e hábitos de consumo tendo por bitola referenciadora o comportamento das classes governantes!  

Porque acontece isto ? 

O jogo do empurra do Centrão Político-Ideológico! Tapa, destapa! Iludem, falseiam, empurram, ocultam, enganam! Malabarices, malabarismos, almofadas, travesseiros. São feitos da mesma...cheira ao mesmo! Saiam...de 76-2011 são todos parte do problema! Do PS ao Bloco... do PSD aos CDS-PP. Não resolvem!

Política, Banca, Seguradoras, Empresas de Construção Germinadas por um Fim: €

A relação Estado-Banca é quase simbiótica. Os interesses aliam-se sob a égide de Políticos Banqueiros e Banqueiros Políticos. Olhe-se para a relação Salgado-Sócrates; Sócrates-Dias Ferreira; Cavaco Silva-Farias de Oliveira, Cavaco Silva-Oliveira e Costa. Passagens súbitas do Estado para a Banca: Armando Vara, Dias Ferreira, Valentim Loureiro (SLN)... entre muitos outros que comprovam a relação promíscua Banca-Estado, Estado-Banca. Para não falar de outras áreas conexas como as Seguradoras, Empresas de Construção (ESCOM BES+Opway); Almerindo Marques (RTP;EP;Opway) sempre com os patrocínios dos suspeitos do costume.

Haverá solução para Isto?

Há, sem dúvida!
  
1-A Constituição de um Governo de salvação nacional, constituído por indivíduos desprendidos de vinculações partidárias. Por gente briosa e com gosto pela causa pública e amantes de Portugal à séria. Há muita gente capaz por este País fora! E creio que governariam bem sem andar em Mercedes de alta cilindrada, sem uma pleura de Assessores, Motoristas, Secretárias e Secretários. Sem salários escabrosamente mais altos que a média dos Portugueses. A situação do País exige gente briosa, empenhada, esperançada e, acima de tudo, impoluta!

2- Pensar a Política; retomar a Filosofia Política! Consciencializar quem elege; Dar a quem elege ferramentas de escrutínio claras, legitimadas por via do acesso inequívoco aos assuntos da res pública - a cousa que é de todos-. O esvaziamento do pensamento político corresponde ao crescente empobrecimento da Democracia e, por consequência, ao precipitar da queda da Soberania das Nações vergadas ao inefável poder dos Mercados que recrudesceram por permissividade do Estado!

A (in) consciência de quem vota/elege está no centro da responsabilidade política. Quem vota exerce um direito e um dever que deve ser sumamente reflectido e não irreflectido! Temos as lideranças que elegemos, sonegando a consciência de pensar antes de votar! Eleitores pouco conscientes elegem classes políticas potencialmente fracas, desprovidas de insights estratégicos, acabando, por ora, por pilotar nações a desgraças soberanas (= dívida soberana).

Mais reflexões se seguiram, sobretudo sobre a importância da Universidade, em particular, e do Ensino no Geral, para melhorar o funcionamento da sociedade enquanto "comunidade de sonhos partilhados"!

Incessantes Reflexões I

Falemos a verdade! Algo vai mal no Estado Português.

A política ficou refém dos interesses partidários. A acção política ao abrigo da cidadania, devido à conjunção de vários interesses pessoais, só existe dentro dessas comunidades a que chamamos partidos de acção política, cada um deles com a sua óptica clientelar, com as suas redes de influência, e também com os seus interesses interpartidários na conquista de um espaço no sistema governativo português.

E a ajudar eis que temos um recrutamento intenso de jovens para as chamadas Juventudes Partidárias, que procuram criar massa votante em vez de massa pensante, numa procura constante de votos, através do que comumente chama-mos de caciquismo. E deste modo esvaziamos cabeças, que tantas vezes poderiam ser úteis na procura de soluções, que poderiam inclusivamente levar a cabo as soluções.

Já nada se decide na Assembleia da República. E todos aqueles belos debates, mais não são do que uma fachada para povo ver. E digo povo, porque foi isso que foi feito. Porque a receita de Salazar contínua em vigor e a ser bem servida. Não queremos cidadãos conscientes, o que queremos é um povo obediente.

E graças a uma comunicação social, mais interessada em shares e audiências, do que em informar, também devido a acumulação de interesses partidários nesta área, contínuo a afirmar que as leis definidas por Jean Marie Domenach, descritas no livro “a propaganda política”, continuam a ser bem actuais. Aliás é em grande parte devido à comunicação social, que deixámos de possuir cidadãos com massa critica. Passamos a ter um conjunto de pessoas, cujo sentimento de anomia social tem vindo constantemente a aumentar, pois as televisões e os telejornais, com as suas histórias de entreter, apenas têm vindo a criar uma desinformação e a esvaziar a capacidade crítica das pessoas.

A par disto, temos a introdução de alguns decision makers, que não pertencem ao sistema governativo, mas a quem os deputados e membros do governo prestam obediência e vassalagem numa procura de prossecução dos interesses individuais, sendo esses decisores as multinacionais e grupos semi-secretos, como é o caso das maçonarias. Em relação a este ponto é interessante verificar que a criação das maçonarias, desde o início, se deveu a uma procura da defesa dos interesses do Estado, contudo aquilo a que actualmente se assiste é ao surgimento daquilo a que podemos chamar de “novos-maçons” à semelhança daquilo que aconteceu com a nova burguesia. E esses novos maçons, em nada têm um pensamento igual ao dos fundadores das lojas mais antigas. Alguns deles criaram inclusivamente lojas maçónica, de forma a criar um grupo unido de protecção dos seus interesses políticos e empresariais, onde os irmãos pertencem às diversas correntes partidárias, criando desta forma uma teia infindável de senhorios e vassalos à bela maneira aristocrática medieval.

Contudo, e por mais paradoxal que possa parecer, têm surgido grupos de cidadãos que têm procurado fazer alguma mobilização. Mobilização essa, que visa exactamente o despertar de consciência, de diálogo, de procura de soluções. E embora tenha acontecido alguns partidos políticos procurarem criar alguma alavancagem para a sua própria imagem através de tais movimentos de manifestação cívica, tem acontecido que estes grupos têm procurados agir de uma forma independente, procurando fugir ao rótulo sindical e partidário.

Mas tem-me de facto surgido uma grande preocupação que tem nascido do descontentamento geral das populações, que tem surgido quer pelas medidas de austeridade e pouco igualitárias que têm vindo a ser aplicadas, quer pela falta de informação fidedigna dada às populações. Creio a meu ver, que dentro em breve, e isto já terá sido algo que manifestei, irão surgir tumultos provocados por alguns grupos de jovens, cujo objectivo será perturbar a ordem pública e inflamar ainda mais o descontentamento da população.

Não confundo direito à liberdade com libertinagem, contudo creio que a libertinagem, caso não se aja atempadamente, vá ganhar peso nas populações. E preocupa-me que a classe (des)governante, esteja neste momento mais preocupada a pensar em criar instalações alternativas para os ministérios, do que a repensar que se calhar algo vai mal nas medidas que estarão para ser implementadas. Volto a esperar que este meu receio não se concretize já no próximo dia 24 de Novembro.

A par disto, questiono-me seriamente qual a razão da existência da chamada oposição parlamentar, quando assisto a um Partido Socialista, que diz não concordar com o Orçamento de Estado para 2012 mas que é incapaz de votar contra ele. E exactamente aqui que assistimos a um puro bloco central. A abstenção, meus caros senhores, conta como um voto a favor e não como voto contra! A oposição nos últimos anos não existe. Aliás quase que arrisco a dizer, que nos tempos de Salazar e Marcelo Caetano e nos 5 primeiros anos a seguir ao 25 de Abril de 1974, existia mais oposição parlamentar do que aquela a que assistimos hoje.

Não podemos constantemente refugiar no discurso que pertencemos a uma União Europeia – esta só sobreviverá sempre se existir a duas velocidades – como desculpa para não sermos oposição. É necessário procurar alternativas, soluções credíveis e abrangentes e igualitárias. Temos que implementar cortes ao mesmo tempo que procuramos aumentar a capacidade económica. É necessário mudar mentalidades.

É necessário percebermos que se queremos um mercado externo para exportar, antes de mais temos que criar um mercado interno para prover as nossas necessidades, caso contrário a balança comercial será sempre tendencialmente negativa.

É impossível pensar na União Europeia como uns Estados Unidos da Europa. Não esquecer que quase todos os Estados Europeus não nasceram há meia dúzia de anos. Todos eles têm uma enorme componente histórica, cultural e governativa que moldou o mundo durante séculos.

Não podemos pensar numa moeda forte como Euro, sem ser capaz de admitir, que para relançarmos a economia temos que tornar as exportações mais baratas, e para que isso aconteça é necessário o BCE emitir mais massa monetária.

É necessário analisar até que ponto o Euro criou um aumento substancial dos preços, nos países que tinham uma moeda mais fraca, e corrigir esse nível geral de preços, para aumentarmos o consumo no mercado interno mas a preços justos.

Urge perceber que o Estado não pode ser o principal empregador e que subsídios não são iguais a vencimento. Estes devem ser temporários e não eternos como já exprimi. E devem regras bastante rígidas e ao serem dados pelo Estado deve haver um contrato de direitos e obrigações entre as partes.

Estas são preocupações que me assistem, e que deveriam ser alvo de análise por parte dos cidadãos e da classe governante, mas que parece que para nada interessam.

Resta-me continuar a dizer o que penso e a tentar despertar mentes. Pouco me importa que concordem comigo. Importa sim que estes meus textos gerem o debate e o pensamento crítico de modo a que se possa gerar alguma mudança neste nosso Estado.