A Democracia em Análise. Da Política ao Ensino. Do Livre Pensamento ao Custo da Electricidade. Espaço de escrutínio e questionamento sobre o futuro do espaço pátrio!
quinta-feira, 24 de novembro de 2011
A Democracia Representativa Tolhida pelo Polvo!
segunda-feira, 21 de novembro de 2011
A Fiscalização dos Assuntos da Res publica. Exórdio aos Parlamentares da Oposição DemoKratia
gostaria de receber da parte de V. Exas. Parlamentares da Oposição uma posição estruturada sobre o papel que vos assiste ao Abrigo do Texto abaixo transcrito.
"os Deputados podem dirigir-se ao Governo e à Administração Pública, estando estes obrigados, por lei, a responder no prazo de trinta dias. Seja colocando perguntas directas ou solicitando esclarecimentos sobre as mais variadas questões, como, por exemplo, em que fase se encontra determinada obra, ou o respectivo concurso, a que entidade pública ou privada foi adjudicada a construção de um hospital, ou de uma escola, ou de qualquer outro equipamento social, os Deputados têm o direito de obter dos órgãos de qualquer entidade pública quaisquer elementos, informações e publicações oficiais que considerem úteis para o exercício do seu mandato. De fora, ficam os actos do Governo ou da Administração Pública referentes a matérias abrangidas pelo segredo de Estado"
Queiram por favor vossas Exa.s elucidar-me a respeito da vossa zelosa actuação sobre o desbaratar da Segurança Social. Sobre as benesses que os assiste estando na vossa posição, não no que às remunerações diz respeito, mas sim sobre o blindado regime de imunidade (impunidade) que vos assiste.
A Democracia representativa apresenta sinais notórios de desgaste e clara incapacidade no que diz respeito aos princípios da proporcional representatividade dos eleitores. O que me dizem vossas Exas. a respeito do aumento colossal da abstenção? Que tratamento deverá ter a mesma seguindo o ilustre Método de Hondt? Seria pertinente os votos em branco e nulos serem expressos sob a figura de cadeiras sem assento?
Fico a aguardar resposta"
quarta-feira, 16 de novembro de 2011
Comunicação que enviei para todos os orgãos de Soberania
segunda-feira, 14 de novembro de 2011
A "pobreza" do sistema político Institucionalizado e "aceite"
Incessantes Reflexões I
Falemos a verdade! Algo vai mal no Estado Português.
A política ficou refém dos interesses partidários. A acção política ao abrigo da cidadania, devido à conjunção de vários interesses pessoais, só existe dentro dessas comunidades a que chamamos partidos de acção política, cada um deles com a sua óptica clientelar, com as suas redes de influência, e também com os seus interesses interpartidários na conquista de um espaço no sistema governativo português.
E a ajudar eis que temos um recrutamento intenso de jovens para as chamadas Juventudes Partidárias, que procuram criar massa votante em vez de massa pensante, numa procura constante de votos, através do que comumente chama-mos de caciquismo. E deste modo esvaziamos cabeças, que tantas vezes poderiam ser úteis na procura de soluções, que poderiam inclusivamente levar a cabo as soluções.
Já nada se decide na Assembleia da República. E todos aqueles belos debates, mais não são do que uma fachada para povo ver. E digo povo, porque foi isso que foi feito. Porque a receita de Salazar contínua em vigor e a ser bem servida. Não queremos cidadãos conscientes, o que queremos é um povo obediente.
E graças a uma comunicação social, mais interessada em shares e audiências, do que em informar, também devido a acumulação de interesses partidários nesta área, contínuo a afirmar que as leis definidas por Jean Marie Domenach, descritas no livro “a propaganda política”, continuam a ser bem actuais. Aliás é em grande parte devido à comunicação social, que deixámos de possuir cidadãos com massa critica. Passamos a ter um conjunto de pessoas, cujo sentimento de anomia social tem vindo constantemente a aumentar, pois as televisões e os telejornais, com as suas histórias de entreter, apenas têm vindo a criar uma desinformação e a esvaziar a capacidade crítica das pessoas.
A par disto, temos a introdução de alguns decision makers, que não pertencem ao sistema governativo, mas a quem os deputados e membros do governo prestam obediência e vassalagem numa procura de prossecução dos interesses individuais, sendo esses decisores as multinacionais e grupos semi-secretos, como é o caso das maçonarias. Em relação a este ponto é interessante verificar que a criação das maçonarias, desde o início, se deveu a uma procura da defesa dos interesses do Estado, contudo aquilo a que actualmente se assiste é ao surgimento daquilo a que podemos chamar de “novos-maçons” à semelhança daquilo que aconteceu com a nova burguesia. E esses novos maçons, em nada têm um pensamento igual ao dos fundadores das lojas mais antigas. Alguns deles criaram inclusivamente lojas maçónica, de forma a criar um grupo unido de protecção dos seus interesses políticos e empresariais, onde os irmãos pertencem às diversas correntes partidárias, criando desta forma uma teia infindável de senhorios e vassalos à bela maneira aristocrática medieval.
Contudo, e por mais paradoxal que possa parecer, têm surgido grupos de cidadãos que têm procurado fazer alguma mobilização. Mobilização essa, que visa exactamente o despertar de consciência, de diálogo, de procura de soluções. E embora tenha acontecido alguns partidos políticos procurarem criar alguma alavancagem para a sua própria imagem através de tais movimentos de manifestação cívica, tem acontecido que estes grupos têm procurados agir de uma forma independente, procurando fugir ao rótulo sindical e partidário.
Mas tem-me de facto surgido uma grande preocupação que tem nascido do descontentamento geral das populações, que tem surgido quer pelas medidas de austeridade e pouco igualitárias que têm vindo a ser aplicadas, quer pela falta de informação fidedigna dada às populações. Creio a meu ver, que dentro em breve, e isto já terá sido algo que manifestei, irão surgir tumultos provocados por alguns grupos de jovens, cujo objectivo será perturbar a ordem pública e inflamar ainda mais o descontentamento da população.
Não confundo direito à liberdade com libertinagem, contudo creio que a libertinagem, caso não se aja atempadamente, vá ganhar peso nas populações. E preocupa-me que a classe (des)governante, esteja neste momento mais preocupada a pensar em criar instalações alternativas para os ministérios, do que a repensar que se calhar algo vai mal nas medidas que estarão para ser implementadas. Volto a esperar que este meu receio não se concretize já no próximo dia 24 de Novembro.
A par disto, questiono-me seriamente qual a razão da existência da chamada oposição parlamentar, quando assisto a um Partido Socialista, que diz não concordar com o Orçamento de Estado para 2012 mas que é incapaz de votar contra ele. E exactamente aqui que assistimos a um puro bloco central. A abstenção, meus caros senhores, conta como um voto a favor e não como voto contra! A oposição nos últimos anos não existe. Aliás quase que arrisco a dizer, que nos tempos de Salazar e Marcelo Caetano e nos 5 primeiros anos a seguir ao 25 de Abril de 1974, existia mais oposição parlamentar do que aquela a que assistimos hoje.
Não podemos constantemente refugiar no discurso que pertencemos a uma União Europeia – esta só sobreviverá sempre se existir a duas velocidades – como desculpa para não sermos oposição. É necessário procurar alternativas, soluções credíveis e abrangentes e igualitárias. Temos que implementar cortes ao mesmo tempo que procuramos aumentar a capacidade económica. É necessário mudar mentalidades.
É necessário percebermos que se queremos um mercado externo para exportar, antes de mais temos que criar um mercado interno para prover as nossas necessidades, caso contrário a balança comercial será sempre tendencialmente negativa.
É impossível pensar na União Europeia como uns Estados Unidos da Europa. Não esquecer que quase todos os Estados Europeus não nasceram há meia dúzia de anos. Todos eles têm uma enorme componente histórica, cultural e governativa que moldou o mundo durante séculos.
Não podemos pensar numa moeda forte como Euro, sem ser capaz de admitir, que para relançarmos a economia temos que tornar as exportações mais baratas, e para que isso aconteça é necessário o BCE emitir mais massa monetária.
É necessário analisar até que ponto o Euro criou um aumento substancial dos preços, nos países que tinham uma moeda mais fraca, e corrigir esse nível geral de preços, para aumentarmos o consumo no mercado interno mas a preços justos.
Urge perceber que o Estado não pode ser o principal empregador e que subsídios não são iguais a vencimento. Estes devem ser temporários e não eternos como já exprimi. E devem regras bastante rígidas e ao serem dados pelo Estado deve haver um contrato de direitos e obrigações entre as partes.
Estas são preocupações que me assistem, e que deveriam ser alvo de análise por parte dos cidadãos e da classe governante, mas que parece que para nada interessam.
Resta-me continuar a dizer o que penso e a tentar despertar mentes. Pouco me importa que concordem comigo. Importa sim que estes meus textos gerem o debate e o pensamento crítico de modo a que se possa gerar alguma mudança neste nosso Estado.